segunda-feira, 8 de março de 2010

Afiguram-se-me Memórias


Sobrevivo num tempo de memórias
Que me são fatais
E pinto o firmamento de cores
Que são os meus ideais

Raios de sol sobrevoam as serras
E traçam nos pinhais
Figuras ancestrais
Que deixam nas encostas
Marcas matinais

E são corpos firmes desiguais
Perpetuando sonhos delicados
Sob um vento agreste
Presos nestes matagais

E nas serras majestosas
Ouvem-se gritos distantes
E raios de sol entram pelos pinheirais
São uivos dilacerantes
Que sobem como espirais
*
Poema do meu livro Olhares editado em 2008.
Homenagem a minha aldeia e à Serra do Montemuro

1 comentário:

O NOVO POETA disse...

parabéns pelo lindo trabalho, abraçossssss