terça-feira, 30 de junho de 2015

Coração da Terra

(...)Penetrar nestas histórias é o mesmo que saltar de pedra em pedra nas correntes baixas do rio, ao permitir que uma lágrima se interponha entre o musgo esverdeado de uma corrente esquecida. Do outro lado, a margem sequiosa de ventos e brisas, aguarda pelos novos caminhantes sobre as águas. Dali subiremos a encosta para a serra de Reriz. Deixo-me seduzir pelos cânticos eclesiásticos das águas. 
Estes cânticos, são nada mais do que água benta a salpicarem  novos movimentos. 


Um momento por favor
que quero passar sorrindo
as lágrimas que canto
já foram rio abaixo
os olhos que chorando
já se ouvem em sorrisos quentes.

Andar ou aprender a caminhar no meio de algumas sombras, e não à sombra de algumas variáveis desajustadas ao meio em que se vive, é muitas vezes o ponto de intersecção onde nasce a luz, quando desta surgem novos pontos em cruz, cessando a dicotomia existente entre uma variável e outra. 
Todos os dias são dias para aprender ou desaprender, assim como os são para o amor ou desamor. Todos os dias são vida a manifestar-se por vários caminhos.(...)


Dolores Marques in "Coração da Terra"


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